● Uma visão de Arte.
    Uma fotografia da italiana Morena Fortino (1983).


“ Sempre gata adora ser cortejada. É ávida fêmea.
 Adora preliminares.
Ligação física necessita sintonia com a outra pessoa.
Gosta de namorar. Dar beijos. Mas seu forte mesmo.
Discrição e muito carinho.
Delicia-se com a pessoa escolhida. Detalha momentos.
Funde desejos profundos (...). ”

                                     (“Mulheres de Virgem”. Marcelo Fouquet  Rosembrock).*



*: texto editado.












● A Arte... As esculturas urbanas.


(Criação: Bruno Catalano, 2013. Marselha, França)













                            Nós dois ...    

         (foto: Herbert List)

          “ Teu corpo combina com meu jeito,
                    Nós dois fomos feitos muito pra nós dois. ”


                                                                              (Caetano Veloso).












                                                                       Ah! O Brasil ...



“ Pequeno, no Brasil, eu só encontrei os biquínis.
E a falta de generosidade dos poucos.
Que acumulam a maior parte da riqueza do país.
O Brasil, com todas as suas corrupções e contradições.
É essa enormidade que se deixa amar ”.

                                                            (Juan Arias)*


*: Juan Arias Martínez (1932). É jornalista, filólogo e escritor.
Nascido em Arboleas , Almeria ( Espanha ).















● Um pouco de ... Henri Matisse.












● Uma visão de Arte... Uma porta.


(Rabat, Marrocos)











      ● “Tô de olho em vocês!  … 

          (Refugiada Rohingya. Campo de Kutupalong, Bangladesh. 
                                                     Foto: Tyrone Siu/Reuters)


                                                                    que planeta vocês irão nos deixar?.











                                                                A verdade.


A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.


                                                         (Carlos Drummond de Andrade).














                                                 ● Imagens... Vintage.



































● A Arte... As esculturas urbanas.
    A Arte de ... Leonora Carrington* (1917-2011)

(Parque de Chapultepec. Cidade do México).


*: Pintora, escritora e escultora inglesa.
Viveu a maior parte da sua vida na Cidade do México.
Saiba mais sobre a artista visitando   










      ● Uma visão de Arte... e a rua.


                                                 (Criação: Mantra. Bogotá, Colômbia).













              ● Uma visão de Arte.  E a feira popular.

                                                                                 (Bancoque, Tailândia).











     ● Uma visão de Arte... Uma janela.


                                          (Praga, República Tcheca),












        ● Uma visão de Arte... Uma porta.

              (Cazã,  república do Tartaristão. Rússia).













        ● Uma visão de Arte... e a rua.

                                                                    (Roma, Itália).











                                                  Imparcialidade ....

                                                     (Foto: Christer Stromholm)

“Não existe imparcialidade.
Todos são orientados por uma base ideológica.
A questão é: sua base ideológica é inclusiva
                                    ou excludente?”

(Paulo Freire)*

*: Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997). 
Educador, pedagogo e filósofo brasileiro. 











            ● Um pouco de ... Henri Rousseau*

                                          (" the dream".1910)

*: Henri-Julien-Félix Rousseau (1844-1910). 
Pintor francês (de Laval).













                                                            A tradição ...

(Preces do meio. Grande Mesquita de Estrasburgo, França, 2013)*.


“ Além das aptidões e das qualidades herdadas,
é a tradição que faz de nós aquilo que somos.”

                                                                            (Albert Einstein)
    
*:  Foto: Vincent Kessler/Reuters.















        ● Uma visão de Arte... e a rua.

                                         (Criação: Lonac. Grenoble, França).















A solidão dos idosos.
Pessoas estranhas no nosso século.






Com a melhoria da nossa qualidade de vida, a expectativa de vida também tem aumentado.
Quando antes já estávamos nos preparando para morrer, hoje praticamente começamos a viver. (...). Cada vez mais pessoas que chegam aos 70 anos com capacidade física e mental para aguentar altos níveis de atividade.
 (...), os idosos sofrem em silêncio com o abismo tecnológico.
Eles veem ao redor um mundo que dificilmente compreendem, o qual enxerga como uma colina muito íngreme quando tentam se aproximar.
Celulares, computadores, tablets e telas são no final das contas, como se fosse um universo sem gravidade, um universo no qual não encontram sentido.
De alguma maneira, isso os faz se sentir excluídos, gera neles a sensação de que estão muito distantes dos filhos ou dos netos porque não encontram uma maneira de “chegar” a eles.
Sentem que as telas oferecem muitas das respostas que em outros tempos eles teriam entendido com a voz da experiência.
Essa linha invisível é muito profunda.
Os idosos de hoje em dia são pessoas acostumadas a narrar, a colocar em palavras seus pensamentos, a se encontrar semanalmente ou diariamente.
A ligar usando um telefone, a tirar o telefone do gancho… e a sentir que os botões afundam quando são apertados.
Esse é o mundo no qual se esforçaram, na maior parte das suas vidas, para entender e se fazer entender e que, agora, parece ter ficado obsoleto.
(...). não falamos apenas das palavras. Falamos também dos beijos e abraços que não são dados por emoticons.
Falamos daqueles reais, pele com pele.
(...). Infelizmente é impossível não envelhecer.
Precisamos aprender a lidar com a nova situação e as mudanças que ela traz.

Texto completo. Acessem:













● Um pouco de ... . Gustav Klimt

(“Fischblut. Sangue de peixe”, 1898). 













● Imagens do Ler.




fonte: httpbrokebybooks.com















       ● “Tô de olho em vocês!  … 




                                                                           que planeta vocês irão nos deixar?.














        ● Uma visão de Arte... e a rua.


                                                                                          (Glauchau, Alemanha).















“O Que é Arte”:


“ A Arte é a manifestação mais intensa
de individualismo que o mundo conhece.”


Sem dúvida. Haja complicação para querer definir o que é Arte. Afirmar o que é, coisa difícil. Resposta clara e definitiva. Serão contraditória, divergentes, exclusivas. Realmente é muito complicado. Ainda mais nestes tempos onde ela foi desvirtuada pelo consumismo. Afinal, tudo que é artístico é substituído pelo comercial. Mesmo assim buscou-se neste texto de Oscar Wilde publicado em “De Profundis and Other  Writings” (1897).Uma tentativa para saber o ... O que é Arte? Será?  

                                              “ Afirmei que a sociedade, por meio da organização da maquinaria, fornecerá o que é útil; o que é belo será criado pelo indivíduo. Isto não só é necessário como é o único meio possível de obtermos um ou outro.
Um indivíduo que tenha de produzir artigos destinados ao uso alheio e à satisfação de necessidades e expectativas alheias, não trabalha com interesse e, consequentemente, não pode pôr em seu trabalho o que tem de melhor.
Por outro lado, sempre que uma sociedade, ou um poderoso segmento da sociedade, ou um governo de qualquer espécie, tenta impor ao artista o que ele deve fazer, a Arte desaparece por completo, torna-se estereotipada, ou degenera em uma forma inferior e desprezível de artesanato.
 Uma obra de arte é o resultado singular de um temperamento singular, sua beleza provém de ser o autor o que é, e nada tem a ver com as outras pessoas quererem o que querem.
Com efeito, no momento em que um artista descobre o que estas pessoas querem e procura atender a demanda, ele deixa de ser um artista e torna-se um artesão maçante ou divertido, um negociante honesto ou desonesto. Perde o direito de ser considerado artista.
A Arte é a manifestação mais intensa de individualismo que o mundo conhece. Sinto-me inclinado a dizer que é a única verdadeira manifestação sua que ele conhece.
Em determinadas condições, pode parecer que o crime tenha dado origem ao individualismo. Para a execução do crime é preciso, no entanto, ir além da alçada própria e interferir na alheia. Pertence à esfera da ação.
Por outro lado, sozinho, sem consultar ninguém e livre de qualquer interferência, o artista pode dar forma a algo de belo; e se não o faz unicamente para sua própria satisfação, ele não é um artista de maneira alguma.
 Cumpre observar que é o fato de ser a Arte essa forma intensa de individualismo que leva o público a procurar exercer sobre ela uma autoridade tão imoral quanto ridícula, e tão aviltante quanto desprezível.
A culpa não é verdadeiramente do público. Este nunca recebeu, em época alguma, uma boa formação. Está constantemente pedindo à Arte que seja popular, que agrade sua falta de gosto, que adule sua vaidade absurda, que lhe diga o que já lhe disseram, que lhe mostre o que já deve estar farto de ver, que o entretenha quando se sentir pesado após ter comido em demasia, e que lhe distraia os pensamentos quando estiver cansado de sua própria estupidez.
A Arte nunca deveria aspirar à popularidade,
mas o público deve aspirar a se tornar artístico. ”
  
                             ( por Oscar Wilde). 












      ● Imagens... Vintage.




































                                   Descoberta ...


Em 1492, os nativos descobriram que eram índios,
descobriram que viviam na América,
descobriram que estavam nus,
descobriram que deviam obediência a um rei
e a uma rainha de outro mundo,
e a um deus de outro céu,
e que esse deus havia inventado a culpa e o vestido,
e havia mandado que fora queimado vivo
quem adorava ao sol, e a lua, e a terra
e a chuva que a molha.

                                              (Eduardo Galeano)*


Imagem: Sebastião Salgado, 1998  
(Jovem Marubo.Aldeia Maronal, Amazonas, Brasil)