● “Tô de olho em vocês!  … 
     

         (Saná, Iemen. Foto: Yahya Arhab /EFE)



                                                             que planeta vocês irão nos deixar?.












          Uma geração ...






































                                                                       que queria mudar o mundo. 













                                                           Hino Nacional.

(Foto: Bruno Itan)


Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas,
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
Precisamos colonizar o Brasil.

O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia,
alemãs gordas, russas nostálgicas para
garçonettes dos restaurantes noturnos.
E virão sírias fidelíssimas.
Não convém desprezar as japonesas...

Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
abriremos dancings e subvencionaremos as elites.

Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências científicas.
E cuidaremos do Estado Técnico.

Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões...
os Amazonas inenarráveis... os incríveis João-Pessoas...

Precisamos adorar o Brasil!
Se bem que seja difícil compreender o que querem esses homens,
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão
de seus sofrimentos.

Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros? ”

                                                     (Carlos Drummond de Andrade)










                          

   ● Um pouco de ..  Celso Lagar* (1891-1966),



















         

    *: Pintor espanhol (Cidade Rodrigo).













                                           ● Imagens do Ler.

















          ● A Arte... As esculturas urbanas.

                     (Criação George W. Lundeen. Loveland, Colorado. EUA)













                              Gravata Colorida.

(“O Homem Amarelo”. Anita Malfatti, 1915).


Quando eu tiver bastante pão
para meus filhos
para minha amada
pros meus amigos
e pros meus vizinhos
quando eu tiver
livros para ler
então eu comprarei
uma gravata colorida
larga
bonita
e darei um laço perfeito
e ficarei mostrando
a minha gravata colorida
a todos os que gostam
de gente engravatada...

                                                   (Solano Trindade*).


*: Solano Trindade (1908-1974). Poeta brasileiro.
Folclorista, pintor, ator, teatrólogo, cineasta
e militante comunista.














                                                                         Equilíbrio ..

.
“Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade.”

                                   (Renato Russo*. )


*: Renato Manfredini Júnior (1960-1996).
Cantor e compositor brasileiro.














          ● A Arte... As esculturas urbanas.

          (Parque da cidade de Yaroslav Rússia)
















                                 Faca de dois gumes...


(Foto: Konstanin Poliakov)


" A vida é uma faca de dois gumes
E o lado que escolher
É o lado que se segue
Que se trilha pra viver

Dois gumes, duas escolhas
Uma dúvida, uma certeza
Negação, afirmação
Um é escuro, outro é clareza

Afiada em cima, afiada embaixo
Feita pra cortar, feita pra abrir
Lados inversos, lados distintos
Escolha o seu, sem se ferir

Um lado é a escolha certa
E o tempo mostra a verdade
O gume que você escolher
Pode te dar a felicidade

A vida é uma faca de dois gumes
Que talvez não tenha mais volta
E a lâmina, corte afiado
O destino, traçado, solta. (...). "
                                              (Leo Cruz)
 












    Novo mundo ...


































     ● Imagens... Vintage.


           (França, 1925)














● “Tô de olho em vocês!  … 

(Uzbequistão)


                                                             que planeta vocês irão nos deixar?.















    ● Gente... do planeta.


                                                                     (Brasil. Foto: Lilian Brandt/AXA).














A Arte de... Luis Ricardo Falero (1851-1896).

     Pintor espanhol (de Granada) que viveu a maior parte de sua vida em Londres.
(...).Na melhor das hipóteses, as pinturas de Falero mostram um talento quase super-realista para retratar a forma feminina, mas muitas de suas garotas são bastante tímidas, com ênfase em sensualidade (...). (http://culturainquieta.com/es/arte/





































































































































● Uma visão de Arte... Uma porta.



(Zanzibar, Tanzânia)















        ● Uma visão de Arte... e a rua.

                                          ('Maye'. Paris, França).
















                                                  mistério...

(Fonte: 'FotoSight')

" " Sou apaixonado pelo mistério, 
porque sempre tenho a esperança
               de desvendá-lo."

                                          (Charles Baudelaire).











● Uma visão de Arte.
        Uma fotografia de ...Sylwia Makris (1973).

Ai está. Algumas das criações desta fotografa
da Polônia (Gdynia)
que trabalhou como escultora antes de encontrar
seu caminho para a fotografia.
“Ela fotografa pessoas. Pessoas que são fortes ou
delicadas, quebradas ou dinâmicas.
Ela fotografa rostos do nosso tempo e, ao fazê-lo,
dá uma cara ao nosso tempo.”































































Acho tão natural que não se pense...


“ Acho tão natural que não se pense
Que me ponho a rir às vezes, sozinho,
Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa
Que tem que ver com haver gente que pensa ...

Que pensará o meu muro da minha sombra?
Pergunto-me às vezes isto até dar por mim
A perguntar-me cousas. . .
E então desagrado-me, e incomodo-me
Como se desse por mim com um pé dormente. . .

Que pensará isto de aquilo?
Nada pensa nada.
Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?
Se ela a tiver, que a tenha...
Que me importa isso a mim?
Se eu pensasse nessas cousas,
Deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixava de ver a Terra,
Para ver só os meus pensamentos ...
Entristecia e ficava às escuras.
E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu. ”

                                                                (Fernando Pessoa).











● “Tô de olho em vocês!  … 

(Cuicurus. Grupo indígena do Xingu, 
Mato Grosso. Brasil. Foto:Pedro Rezende)


                                              que planeta vocês irão nos deixar?.













                ● Um pouco de ... Edward Hopper


(' quarto à beira-mar', 1951)














● Uma visão de Arte... Uma porta.

(Palermo, Buenos Aires. Argentina).















    A Arte de ... José Pancetti *(1902-1958).
























































*: Giuseppe Giannini Pancetti Pintor modernista brasileiro
de São Paulo (Campinas). Considerado um dos grandes
paisagistas da pintura nacional. Destaca-se por 
suas numerosas e belas marinhas.
►Mais sobre o artista. Visite:














    ● Uma visão de Arte. Uma fotografia de ... Alfred Noyer.

















               A bunda. “Está sempre sorrindo, nunca é trágica”.

                                                               (Carlos Drummond de Andrade),















                                                     A uma passante.

(Stanley Kubrick)




  A rua, em torno, era ensurdecedora vaia.
Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
Uma mulher passou, com sua mão vaidosa.
Erguendo e balançando a barra alva da saia;
Perna de estátua era fidalga, ágil e fina.
Eu bebia, como um basbaque extravagante,
No tempestuoso céu do seu olhar distante,
A doçura que encanta e o prazer que assassina.
Brilho… e a noite depois! – Fugitiva beldade
De um olhar que me fez nascer segunda vez,
Não mais te hei de rever senão na eternidade?
Longe daqui! Tarde demais! Nunca talvez!
Pois não sabes de mim, não sei que fim levaste,
Tu que eu teria amado, ó tu que o adivinhaste! ”

                                                    (Charles Baudelaire)*

*: Charles-Pierre Baudelaire (1821-1867).
Poeta francês (Paris).